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Os três ingredientes para o sucesso

Digo e repito: alimentar o bebê é simples, mas não é fácil. E tem períodos que isso fica ainda mais difícil, as famosas fases de seletividade e recusa alimentar. Para mim, não tem como lidar com isso sem esses três “ingredientes”:

  1. Criatividade – uma das melhores maneiras de lidar com as recusas é mudar a forma de preparo dos alimentos. Isso exige muita criatividade, testar outras receitas, usar os ingredientes de formas que às vezes nem imaginamos. Eu adoro inventar, criar, testar novas receitas, e divido todas elas justamente com o objetivo de ajudar vocês a expandirem o repertório de sabores – e também aprendo muito, com os relatos, com as modificações que outras pessoas fazem e contam. Tem dias que estamos sem ideias, quando isso acontecer não deixe de dar uma passeada pelo Instagram e Facebook @obebeegourmet para se inspirar!
  2. Praticidade – tem receitas que são lindas na teoria, mas na prática tão trabalhosas que deixamos de fazer por falta de tempo, ingredientes, utensílios. Foco sempre em receitas simples, fáceis e quando possível rápidas. As receitas mais elaboradas acabam sendo deixadas de lado.
  3. Paciência/persistência – mesmo fazendo os dois itens anteriores, tem dias que não vai funcionar, e adivinha só: faz parte. Temos que ter paciência e persistência, continuar oferecendo. Não desistir.

Com esses três ingredientes em mente, aposto que tudo vai ficar mais fácil!

10 dicas para lidar com a recusa e seletividade alimentar

Todo as crianças passam por isso, em menor ou maior intensidade, faz parte da formação do paladar, mas essa fase pode ser amenizada e seu bebê pode continuar se alimentando bem. Essas dicas podem ajudar:

  1. Mudar a forma de preparo e apresentação – às vezes só de mudar o modo de preparo percebo que ele volta a se interessar por alimentos que estava recusando. Exemplo: antes meu filho adorava brócolis e outros legumes bem cozidos no vapor, atualmente prefere com a consistência mais firme, então cozinho menos. Esses tempos postei que fiz uma carne com mandioca cozida que ele sempre comia e ele não aceitou, no dia seguinte fiz um bolinho de mandioca assado e ele adorou. Ou seja, às vezes a recusa não é do alimento em si, mas da textura, consistência.
  2. Mudar a forma de oferecer – já comentei aqui que não utilizei o método BLW exclusivamente, mas sempre deixei alimentos em pedaços à disposição para ele explorar e comer com as mãos caso quisesse. Atualmente ele às vezes prefere comer com as mãos, outras prefere que eu dê com o garfo/colher e muitas vezes quer ele mesmo comer com os talheres. Já teve vezes que não queria comer a carne que eu dava no garfo de jeito nenhum, mas comeu tudo com as mãos sozinho. Então vale a pena testar outras formas de oferecer caso esteja enfrentando alguma recusa.
  3. Insistir – já aconteceu de eu oferecer uma vez um alimento (novo ou não) e ele cuspir a primeira vez, cuspir a segunda e terceira, e depois da quarta vez gostar e comer tudo. Não tem como prever quantas vezes serão necessárias, e pode até não funcionar. Mas nunca desisto na primeira tentativa. 
  4. Oferecer na ordem que o bebê preferir – meu filho está numa fase de querer escolher o que quer comer antes. Então se no prato tem legumes, arroz, feijão e carne tem dias que ele quer primeiro comer a carne, então tudo que eu ofereço antes ele recusa. Mas depois que come a carne se interessa pelos outros alimentos. Em outros dias é o contrário. 
  5. Misturar alimentos – falei que no começo da introdução alimentar preferi por oferecer tudo separadinho, para não misturar os sabores e ele conhecer cada alimento. Mas atualmente, quando percebo uma recusa de algum alimento que antes ele gostava as vezes misturo com outros para ele comer. Particularmente com as verduras, que a consistência ás vezes não facilita. Então gosto por exemplo de por o agrião junto com o feijão, omelete com legumes, risotos com verduras e legumes, etc.
  6. Esperar – se um alimento não foi aceito em um dia, espere, ofereça daqui a um tempo. Pode ser que em alguns dias, semanas, ou o tempo que for ele volte a se interessar. 
  7. Aceitar – sim, às vezes é uma questão de preferência mesmo. Do mesmo jeito que temos alimentos que não gostamos eles também podem ter. Difícil saber se é o caso, por isso acho bom oferecer de tempos em tempos. Mas sem insistir demais. 
  8. Dar o exemplo, simples mas que às vezes esquecemos. Precisamos ser o exemplo que queremos para nossos filhos, eles aprendem muito mais por imitação. Isso vale muito para a alimentação, portanto essa é uma ótima hora de melhorar os hábitos de toda a família. Na minha opnião uma das dicas mais importantes.
  9. Procure um profissional – ninguém melhor e mais preparado para te orientar do que um profissional capacitado (pediatra ou nutricionista infantil).
  10. Tenha um bom repertório de comidas, receitas, apresentações. Nessas fases a tendência do bebê é não querer experimentar muitas coisas novas. Tudo o que ele já experimentou tem uma maior chance de ser aceito, às vezes com algumas alterações como comentei no início do texto.

Espero que as dicas ajudem!

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Bebê pode comer mel?

     O mel é um alimento natural com muitos benefícios para a saúde, além de saboroso e poder ser usado como adoçante natural reduzindo o consumo de açúcares e outros adoçantes artificiais sintéticos. Mas será que ele é uma opção segura para a fase de introdução alimentar? Essa é uma dúvida muito frequente dos pais. Inclusive por haver costume de se recomendar mel para ajudar no tratamento de gripes, resfriados e outras doenças. Mas afinal, o bebê pode comer mel?

    Infelizmente o mel é um alimento que não deve ser oferecido a crianças com menos de 1 ano de idade. Ou seja, está vetado nos 6 primeiros meses de introdução alimentar (6 meses a 1 ano). Isso porque ele não é considerado seguro para consumo dos bebês por poder conter bactérias do tipo Clostridium botulinum, que podem causar uma doença grave chamada botulismo nos bebês devido a imaturidade do sistema digestivo, que não é capaz de eliminar a bactéria.

     Quando consumidas, essas bactérias liberam toxinas no interior do intestino, que são então absorvidas no sangue e atingem o sistema nervoso central, podendo causar sintomas como dificuldade para engolir, sonolência, paralisia e em casos mais graves pode causar insuficiência respiratória e até mesmo evoluir para óbito. Em casos de suspeita deve-se procurar um serviço de emergências médicas com urgência, não há tratamento específico, mas o manejo dos sintomas pode evitar desfechos desfavoráveis. Mesmo para crianças mais velhas deve-se sempre atentar para a procedência e estado de conservação dos produtos.

      Segundo dados da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até 7% das amostras de mel podem estar contaminadas pelas bactérias causadoras do botulismo. Ou seja, melhor não correr riscos desnecessários e deixar o mel para as crianças maiores. Opções de alimentos seguros não faltam para a fase de introdução alimentar, não deixe de conferir nossas receitas e prepare refeições super saborosas para seu bebê!