10 dicas para lidar com a recusa e seletividade alimentar

Todo as crianças passam por isso, em menor ou maior intensidade, faz parte da formação do paladar, mas essa fase pode ser amenizada e seu bebê pode continuar se alimentando bem. Essas dicas podem ajudar:

  1. Mudar a forma de preparo e apresentação – às vezes só de mudar o modo de preparo percebo que ele volta a se interessar por alimentos que estava recusando. Exemplo: antes meu filho adorava brócolis e outros legumes bem cozidos no vapor, atualmente prefere com a consistência mais firme, então cozinho menos. Esses tempos postei que fiz uma carne com mandioca cozida que ele sempre comia e ele não aceitou, no dia seguinte fiz um bolinho de mandioca assado e ele adorou. Ou seja, às vezes a recusa não é do alimento em si, mas da textura, consistência.
  2. Mudar a forma de oferecer – já comentei aqui que não utilizei o método BLW exclusivamente, mas sempre deixei alimentos em pedaços à disposição para ele explorar e comer com as mãos caso quisesse. Atualmente ele às vezes prefere comer com as mãos, outras prefere que eu dê com o garfo/colher e muitas vezes quer ele mesmo comer com os talheres. Já teve vezes que não queria comer a carne que eu dava no garfo de jeito nenhum, mas comeu tudo com as mãos sozinho. Então vale a pena testar outras formas de oferecer caso esteja enfrentando alguma recusa.
  3. Insistir – já aconteceu de eu oferecer uma vez um alimento (novo ou não) e ele cuspir a primeira vez, cuspir a segunda e terceira, e depois da quarta vez gostar e comer tudo. Não tem como prever quantas vezes serão necessárias, e pode até não funcionar. Mas nunca desisto na primeira tentativa. 
  4. Oferecer na ordem que o bebê preferir – meu filho está numa fase de querer escolher o que quer comer antes. Então se no prato tem legumes, arroz, feijão e carne tem dias que ele quer primeiro comer a carne, então tudo que eu ofereço antes ele recusa. Mas depois que come a carne se interessa pelos outros alimentos. Em outros dias é o contrário. 
  5. Misturar alimentos – falei que no começo da introdução alimentar preferi por oferecer tudo separadinho, para não misturar os sabores e ele conhecer cada alimento. Mas atualmente, quando percebo uma recusa de algum alimento que antes ele gostava as vezes misturo com outros para ele comer. Particularmente com as verduras, que a consistência ás vezes não facilita. Então gosto por exemplo de por o agrião junto com o feijão, omelete com legumes, risotos com verduras e legumes, etc.
  6. Esperar – se um alimento não foi aceito em um dia, espere, ofereça daqui a um tempo. Pode ser que em alguns dias, semanas, ou o tempo que for ele volte a se interessar. 
  7. Aceitar – sim, às vezes é uma questão de preferência mesmo. Do mesmo jeito que temos alimentos que não gostamos eles também podem ter. Difícil saber se é o caso, por isso acho bom oferecer de tempos em tempos. Mas sem insistir demais. 
  8. Dar o exemplo, simples mas que às vezes esquecemos. Precisamos ser o exemplo que queremos para nossos filhos, eles aprendem muito mais por imitação. Isso vale muito para a alimentação, portanto essa é uma ótima hora de melhorar os hábitos de toda a família. Na minha opnião uma das dicas mais importantes.
  9. Procure um profissional – ninguém melhor e mais preparado para te orientar do que um profissional capacitado (pediatra ou nutricionista infantil).
  10. Tenha um bom repertório de comidas, receitas, apresentações. Nessas fases a tendência do bebê é não querer experimentar muitas coisas novas. Tudo o que ele já experimentou tem uma maior chance de ser aceito, às vezes com algumas alterações como comentei no início do texto.

Espero que as dicas ajudem!

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